Dica de leitura

VESTÍGIOS DO PASSADO

Eduardo Escorel

Na sua prática profissional, o cineasta tanto pode produzir quanto utilizar documentos audiovisuais, comumente identificados como imagens de arquivo ou, simplesmente, material de arquivo. Nos dois casos, o dos registros filmados que vêm a adquirir valor documental e o do uso de filmagens feitas por terceiros, o realizador enfrenta vicissitudes familiares a quem procura cruzar cinema e história na realização de filmes documentários.

13 de março de 1964. Uma equipe de três pessoas filma o Comício da Central do Brasil em que o presidente João Goulart anuncia as reformas de base pouco antes de ser deposto.

Onde estarão essas imagens? As vimos, pela última vez, em 1970. Desde então, seu paradeiro é um mistério.

Janeiro de 1966. Em São Luís, no Maranhão, outra pequena equipe filma o governador José Sarney no dia da sua posse, discursando de um palanque armado na praça pública tomada pela multidão.

Onde estará o negativo original dessas imagens? Teria sido parcialmente destruído e reutilizado em outro filme?

Março de 1968. Um câmera solitário filma a procissão fúnebre e o enterro do estudante Edson Luís, morto a tiros pela polícia no centro do Rio de Janeiro – marco inicial das manifestações de protesto ocorridas naquele ano conturbado.

continua…

Deixe uma resposta

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: