Quando o Paraná é destaque nacional

Grande engano meu ao pensar que morando em Curitiba teria a possibilidade de troca cultural, ou acúmulo pessoal, após a vivência nessa localidade. Se Joinville, cidade onde nasci, é uma colônia dominada por uma meia dúzia de famílias nazistas. Curitiba, por outro lado, é dominada por outra meia dúzia de sionistas tão reacionários quanto. Além do conservadorismo local, aqui impera algo que consegue ser pior: o provincianismo.

Tal provincianismo é produzido pela a elite feudal, pilantra (alias toda a elite é pilantra); reproduzida pela pequena burguesia tapada (eles sempre são tapados); e empurrada para a classe trabalhadora miserável (sempre explorada). As pessoas daqui não tem estima própria, não valorizam a sua cultura, são pedantes e tentam ostentar valores culturais de outras localidades. O Paraná até hoje não conseguiu emplacar um escritor, um músico, um artista e um cineasta em nível nacional. Mal conseguiu emplacar um Ministro, tem um que foi escolhido por ser fiel as orientações do PMDB de São Paulo e outro por questões de legenda do PT.

O mais próximo que se chegou de um escritor de destaque nacional é o curitibano Dalton Trevisan, que escreve contos falando mal daqui. Seu trabalho teve destaque primeiro lá fora e depois aqui. O mais próximo que se chegou de um músico de destaque foi o Arrigo Barnabé de Londrina, que teve que ir para São Paulo fundar a Vanguarda Paulista, mas que na verdade foi concebida aqui. O máximo que se chegou de um cineasta de destaque nacional foi o Silvio Back, que é de Blumenau – Santa Catarina e começou fazendo filmes aqui, depois foi para o Rio de Janeiro. Outro exemplo é o Sérgio Bianchi, que nasceu em Ponta Grossa, mas só fez filmes por São Paulo. Nossos intelectuais só tem destaque fora do Paraná, pois se permanecerem aqui morrem no ostracismo.

Mas existem outras formas do Paraná ter destaque nacional e internacional, veja as recentes notícias: (i) juiz do trabalho de Cascavel que não realizou a audiência porque o autor da ação estava de chinelo; (ii) o pai de um jovem de 20 anos, que foi detido pela polícia por ter dirigindo alcoolizado, se negou a pagar a fiança de 500,00 reais e ainda por cima disse na mídia que a permanência na cadeia serviria de lição; (iii) a libertação de 28 escravos em plena Região Metropolitana de Curitiba, ação feita por uma força tarefa de Brasília com apoio da DRT do Paraná.

Os comentários estão desativados.

%d blogueiros gostam disto: