A mídia é preconceituosa com o povo

No dia 14 de março, caiu na região de Maracangalha, município de São Sebastião do Passé na Bahia um avião de transporte bimotor levando um malote em dinheiro com a quantia de 5,56 milhões de reais. A queda do avião foi sobre uma comunidade carente localizada a 300 metros de um acampamento do MST.

Se fosse novela acharíamos um exagero do dramaturgo, já que ao cair o avião promoveu uma verdadeira chuva de dinheiro sobre essa comunidade. Não bastando esse fato nada comum, no dia seguinte a favela é sitiada por falsos polícias que de forma violenta invadem o local em busca do dinheiro. Somada a essa violência e brutalidade, os falsos policiais aproveitaram o assalto para roubar os próprios moradores, levando toda a quantia em dinheiro que eles dispunham mais eletrodomésticos e outros bens de valor.

Desesperados com a situação, os moradores vão ao acampamento do MST pedir ajuda aos camponeses sem terras e esses de pronto prestam a solidariedade, abrigando os moradores em seu acampamento e posteriormente organizando vigílias de turnos de 4 horas para proteger tanto o acampamento como os barracos da comunidade que tinha sido invadida pelos falsos policiais.

Se não bastasse o ostracismo da mídia frente a esse ato de bravura e coragem dos camponeses, que tomaram para sí o papel fundamental do Estado, ou seja, o papel de garantir o mínimo de segurança e pacificação para seus cidadãos, a mídia num ato preconceituoso e canalha noticiou o fato com as seguintes manchetes: Cresce o acampamento do MST onde caiu o avião com dinheiro na BA ou simplesmente “Cresce o acampamento do MST onde caiu o avião”.

Isso sem contar que só confirmaram o assalto aos moradores do local porque a polícia está realizando uma operação com mais de 200 homens para localizar o dinheiro. Porém a violência sofrida pelo o povo não conta com o empenho demonstrado pelo poder público, já que a invasão feita pelos bandidos é uma denuncia que está sendo apurada. Por parte da mídia o foco foi dado na aumento do acampamento do MST que passou de 40 pessoas para 150 pessoas, já que os moradores locais se sentem mais seguros no acampamento do que em suas casas.

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