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Dica de leitura
Julho 27, 2008VESTÍGIOS DO PASSADO
Eduardo Escorel
Na sua prática profissional, o cineasta tanto pode produzir quanto utilizar documentos audiovisuais, comumente identificados como imagens de arquivo ou, simplesmente, material de arquivo. Nos dois casos, o dos registros filmados que vêm a adquirir valor documental e o do uso de filmagens feitas por terceiros, o realizador enfrenta vicissitudes familiares a quem procura cruzar cinema e história na realização de filmes documentários.
13 de março de 1964. Uma equipe de três pessoas filma o Comício da Central do Brasil em que o presidente João Goulart anuncia as reformas de base pouco antes de ser deposto.
Onde estarão essas imagens? As vimos, pela última vez, em 1970. Desde então, seu paradeiro é um mistério.
Janeiro de 1966. Em São Luís, no Maranhão, outra pequena equipe filma o governador José Sarney no dia da sua posse, discursando de um palanque armado na praça pública tomada pela multidão.
Onde estará o negativo original dessas imagens? Teria sido parcialmente destruído e reutilizado em outro filme?
Março de 1968. Um câmera solitário filma a procissão fúnebre e o enterro do estudante Edson Luís, morto a tiros pela polícia no centro do Rio de Janeiro – marco inicial das manifestações de protesto ocorridas naquele ano conturbado.

Cria da Xuxa
Abril 8, 2008Ex-assistente de Xuxa estrela pornô
A atriz Grazi Fantini, que intregrou o elenco do programa global Planeta Xuxa, estrela a produção pornô A Ninfomaníaca e o Pitboy.
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Em entrevista a um programa da Rede TV!, Grazi, que aparece no filme com uma roupa que faz alusão ao uniforme das Paquitas, afirma que é ninfomaníaca e jamais consegue ficar satisfeita com a quantidade de sexo que pratica.
No filme, a atriz contracena com Marcelo Mathias, ex-integrante da terceira edição do reality show Casa dos Artistas, exibido pelo SBT e que atualmente faz participações no quadro Bofe de Elite, exibido pelo programa Show do Tom, da Record.

Os franceses devem ter alguma mania ou obsessão com Rocky Balboa
Janeiro 23, 2008
O vídeo em questão é um trecho da adaptação para o cinema da HQ Persépolis, uma autobiografia desenhada por Marjane Strapi, que emocionou o mundo ao falar de sua infância durante a Revolução Islâmica ocorrida no Irã. Tanto o livro como o filme mostram o choque cultural cotidiano vivido pela autora, que oriunda de uma família moderna e politizada tem que se deparar com o surgimento de uma Republica Teocrática que prega costumes rígidos e moralistas.
A produção é francesa e a animação está impecável. O desenho ficou muito fiel ao HQ, o único problema foi adaptar uma obra que compreende 4 livros em um filme de 90 minutos. Penso que poderia ter sido dado mais 10 minutos que o filme não ficaria chato em momento algum.
Outro problema que reparei na adaptação foi o tom melodramático dado aos personagens, o qual me pareceu exagerado e sem necessidade. Além disso, boa parte das conversas políticas ocorridas no âmbito familiar e as tiradas irônicas sobre os contrastes culturais que a personagem vive também foram retiradas sem necessidade alguma.
Persépolis estreou aqui na 31º Mostra de Cinema de SP (outubro de 2007), deve entrar em cartaz nos cinemas a partir de 15 de fevereiro. O livro foi lançado pela Editora Companhia das Letras já faz um tempo, a qual publicou em um livro com os 4 volumes originais. O preço está barato, 40,00 reais por um livro de 352 páginas. Não perca o seu tempo, vá atrás do HQ e do filme.
Porém, ainda não entendi essa cena do filme. Na HQ não existe nenhuma sequência parecida com essa, tem apenas uma citação à música Eye of the Tiger em um único quadro e totalmente fora do contexto que é mostrado no vídeo em questão. Ou seja, é possível que os franceses realmente tenham uma mania ou obsessão com Rocky Balboa. Pesquisarei sobre essa hipótese e futuramente discorrerei sobre esse assunto neste blog.

Dá um pau no Rocky Balboa
Janeiro 18, 2008
O cara é um Joselito sem dúvida. Ao som de Eye of the Tiger, (de novo!) ele segue pela França treinando firme para sua próxima luta do século. Te cuidem Apolo Doutrinador e Ivan Drago! O bicho vai pegar! O cooper dentro do Mc Donalds e o treinamento no açougue do supermercado são antológicos!
Retirado de http://www2.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3177&Itemid=116

Polêmica – Documentário é linguagem ou gênero?
Dezembro 23, 2007A Revista Moviola postou uma entrevista filmada com o Eduardo Coutinho, o qual faz considerações bem verdadeiras a respeito do cinema atual, do documentário e da digitalização do processo de feitura de um filme.

Entrevista no site www.omartelo.com
Dezembro 16, 2007Já faz um tempinho que tinha concedido uma entrevista ao grande Carlos Lopes (ex-Dorsal Atlântica) por e-mail. A entrevista foi publicada na última edição do Webzine O Martelo e as fotos são da banda Estoque, a qual acompanhei por um bom tempo e que deu ensejo a essa entrevista.
Fica aqui as melhores partes da entrevista que ficou longa:
Na última ocupação o pessoal viu que o caminho era disputar o imóvel e constituir um advogado para resolver tudo na justiça. Nessa época eu tinha entrado na faculdade de direito e estava fazendo estágio com um advogado que tinha resolvido uns rolos da minha família (o nome do figura é Isaias Maurício Júnior – OAB 22.361/PR, se alguém souber o seu paradeiro entre em contato). Eu estava deslumbrado com o discurso dos direitos humanos e convenci o pessoal a ter uma consulta com esse cara, que por sinal atendeu a turma sem preconceito e foi bem franco na questão da ocupação. (…) O esquema do advogado foi o seguinte: se pagaria uma quantia razoável por mês e ele faria uma vistoria para ver quem é o dono do imóvel e se essa pessoa está sabendo da ocupação; essa quantia devia ser mil reais, pago em várias prestações e mesmo tendo pago tudo ele prestaria a ajuda que fosse necessária; caso o dono do imóvel entrasse com uma ação ele defenderia o pessoal até a última instância; caso o dono do imóvel não fizesse nada ele entraria com uma ação pedindo o uso capião.
Pois bem, o tempo passou e quando a ocupa iria completar 4 anos a polícia começou a baixar no local direto, na época se pensou que o problema fosse um vigilante que cuidava de um imóvel do lado ou alguns furtos que estavam ocorrendo já que era período de férias. Nessa interim o ilustre advogado se mudou para a mesma localidade da ocupação, morando à algumas quadras. Passando um mês da polícia baixando toda a semana na ocupação e não encontrando nada que incriminasse o grupo, eis que surge uma notificação extra-judicial pedindo pro pessoal sair do imóvel. Após isso, foi feito uma reunião com o advogado que disse que a casa tinha sido adquirida por um banco em um leilão ou algo parecido (não posso falar a respeito já que não estava mais estagiando no escritório e já que não tinha acompanhado a reunião). Alguns dias depois chega o oficial de justiça para identificar quem estava na casa.
