Posts de Fevereiro, 2008

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Então Fidel Renunciou

Fevereiro 19, 2008


Escritora cubana prevê a morte de Fidel Castro (retirado da série documental Em Cuba)

Contrariando as previsões dos reaças de plantão que diziam que o velho tinha morrido ou que se o velho morresse o Governo Cubano negaria isso até as últimas, eis que ele pede renúncia.

Agora tem que esperar e conferir o que os mafiosos de Miami vão fazer com a ilha.

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Crítica às negociações de paz

Fevereiro 17, 2008

Luis Arce Borja

El Diario de 29 de abril 2003

O governo colombiano e as FARC mantêm negociações de paz.

Diversos grupos guerrilheiros estão envolvidos em diálogos e mesas redondas com os representantes do Estado. Lançam formidáveis ofensivas guerrilheiras, porém imediatamente pedem negociações de paz. Que há por detrás da solução política e pacífica ao conflito duradouro? Em termos gerais, é dito que mediante este caminho se pode resolver a guerra e pôr fim às sequelas sociais que originaram o conflito, inclusive com a alegação de que por esta via se vislumbram soluções sociais e políticas a favor dos oprimidos. Nepal e Colômbia nos servem de elementos para esta análise. Nesses países se desenvolvem dois dos mais importantes processos armados da atualidade. No primeiro caso, a luta armada é dirigida pelo Partido Comunista do Nepal (maoísta), e no segundo caso são as Forças Armadas Revolucionárias (FARC), da Colômbia, as que encabeçam as ações subversivas. Estes grupos armados, diferentes em suas concepções doutrinárias, coincidem em pretender resolver a guerra civil através das negociações de paz com os representantes do Estado.

Continua…

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FARC: 40 anos de História

Fevereiro 5, 2008


Direto das selvas da Colômbia, correspondente brasileiro analisa a insurgência mais antiga da América. Por Yuri Martins Fontes, para a revista Reportagem*

Após a grande crise de 1929, pela primeira vez o mundo passou a enxergar de outro modo o liberalismo ortodoxo, doutrina capitalista que vigorava inabalável desde o século XIX. Começou a se cogitar, a partir de então, a intervenção do Estado na economia, de forma a minimizar as conseqüências da grande quebra iniciada nos Estados Unidos. Eram necessárias atitudes urgentes que pudessem responder aos interesses das fragilizadas burguesias nacionais dos países dependentes.

Na América Latina, grandes representantes deste giro histórico foram Cárdenas, no México, Perón, na Argentina e Vargas, no Brasil. A nacionalização do petróleo e o investimento industrial foram importantes pautas deste amplo movimento. Na Colômbia, entretanto, o grande poder da ala conservadora, alinhada com o expansionismo estadunidense, impediu que reformas progressistas tivessem lugar.

Em 1948, a situação de ingerência externa por parte de multinacionais chega a tal ponto, que os ditos “liberais”, aliados aos pequenos grupos socialistas de então, iniciam uma guerra civil contra o governo conservador. As primeiras etapas deste conflito armado podem ser conhecidas através do realismo fantástico da grande obra de Gabriel García Marques “Cem Anos de Solidão”.

Após 16 anos de luta guerrilheira e a conquista de algumas reivindicações políticas, os liberais tentam frear os avanços políticos, ao perceber o avanço das forças aliadas socialistas que se acelerava além do esperado sob a influência do triunfo revolucionário cubano. Traem, então, o acordo com as esquerdas, passando para o lado conservador.

Em 27 de maio de 1964, dezenas de milhares de soldados são enviados para o povoado de Marquetália para reprimir 48 camponeses comunistas rebelados, que fogem para as selvas e montanhas. Esta data é tida como a fundação da maior e mais antiga guerrilha da América, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Em 40 anos, aquela meia centena de revoltosos comandados por Manuel Marulanda – o histórico líder máximo conhecido como Tiro Certo – se transformou em um grupo político armado com quase 30 mil homens, divididos em 60 frentes guerrilheiras e agindo em todo o território nacional.

Em julho do mesmo ano, é realizada uma assembléia de guerrilheiros, em que se define um programa agrário que daria a primeira bandeira para os revolucionários, que deixam de ser apenas combatentes camponeses para pregar, sob uma visão mais ampla, a luta pelo poder político para todo o povo.

Neste contexto de repressão total, ainda em 1964 surgem outros grupos revolucionários com distintas formas de organização e diferentes concepções ideológicas, como o Exército de Libertação Nacional (ELN), de orientação guevarista, e o Exército Popular de Libertação (EPL), com origem nas concepções da Revolução Chinesa.

É também desta época o aparecimento de bandos oriundos da desestruturação das guerrilhas liberais, que já sem razão para existir e lutar passam a praticar a pilhagem da população civil. Algum tempo depois, estas quadrilhas são recrutadas por poderosos coronéis latifundiários da região, dando início aos primeiros grupos paramilitares. Os chamados “paracos” atualmente prestam serviços também às corporações multinacionais e aos cartéis do narcotráfico.

Desde há alguns anos atrás, com a intervenção estadunidense batizada de Plano Colômbia, as possibilidades de paz no país se tornaram muito distantes. Após várias tentativas de negociações por parte do anterior governo liberal de Pastrana, o atual presidente Uribe, ligado às elites agrárias e íntimo aliado do grande Império do Norte, busca no confronto sangrento a solução para exterminar os grupos revolucionários comunistas, sem atentar à triste realidade social do país, com mais de 60% da população afundada na pobreza. Cartazes espalhados pelo país explicitam o trágico vivido: “Plan Colombia, los gringos ponen las armas, Colombia pone los muertos”.

O interior da nação andina é hoje uma terra sem lei, onde predomina o medo e o mistério. Freqüentemente, milícias paramilitares efetuam emboscadas e genocídios em estradas e povoados rurais. E apesar da violência destes grupos fascistas, ao fim de 2003, Uribe fechou um acordo bastante suspeito, de rendição e anistia, com o maior grupo paramilitar do país, as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), que possui cerca de 5.000 mercenários. Segundo informações que obtive no boca a boca entre o povo, os soldados deste grupo são os mesmos do exército, disfarçados apenas por um broche com a insígnia da AUC.

Sequer mudam de uniforme. Desta forma, o governo fica mais à vontade para executar tarefas pouco populares – como o massacre de povoados inteiros e a eliminação de supostos “amigos” dos guerrilheiros.

O recente acordo de anistia total aos paramilitares parece referendar não apenas esta estranha ligação com o exército regular, mas também as acusações que ligam Uribe diretamente ao comando destes mercenários de extrema direita.

Ao que parece, com o forte apoio econômico-militar estadunidense e a propaganda massiva – que classificam as FARC como partícipes do dito “eixo do mal” perante à simplória opinião pública – as táticas de guerra puderam ficar mais abertas e agressivas.

Além das dificuldades impostas pelo terror paramilitar e de Estado, àquele que se queira conhecer de perto a situação na Colômbia, há também o problema dos bandoleiros, quadrilhas armadas que se aproveitam do conflito generalizado para efetuar assaltos nas ermas estradas do país. Isto tudo dificulta o deslocamento, a estadia e a conseqüente obtenção de notícias acerca da realidade atual colombiana.

Ainda que possamos conhecer algo através dos jornais, em geral as informações que nos chegam são parciais e superficiais, já que estão comprometidas ideologicamente com os detentores do grande capital do país – como se passa em geral com a grande imprensa suja. Desta forma, não lhes é interessante de tratar dos motivos que levam um povo à insurgência. Esta mesma desinformação leviana pode ser observada nos noticiários acerca de quaisquer conflitos subversivos, tais como o MST ou o EZLN.

Após o ataque às Torres Gêmeas, o mundo foi ainda mais polarizado. Qualquer contestação ao regime fundamentalista neoliberal passou a ser vista como grave afronta. Classificando a subversão de terrorismo, ficou mais fácil vender a imagem do “bom colonizador” que bombardeia, invade e assassina em nome do deus “correto”.

No início deste ano, o fracassado Plano Colômbia, posto em prática em nome da suposta erradicação do plantio de coca, ganhou seu substituto moderno, o Plano Patriota. Na prática, o plano é semelhante ao anterior, agora reforçado com alguns bilhões de dólares a mais. Consiste em uma intervenção militar ostensiva em pleno coração da Amazônia sul-americana, com claros fins políticos, econômicos e territoriais. A região é abastada em água potável, petróleo, minérios preciosos e grande biodiversidade, entre outras riquezas.

O governo oficial é apoiado pelos EUA com armas, dinheiro, helicópteros, treinamento militar e até mesmo com o despejo de substâncias químicas nas selvas do país, regiões onde se ocultam os guerrilheiros. Já circulam pela internete fotos de camponeses deformados atingidos pelos venenos das fumigações. Vale dizer que estes rios contaminados nascem nos Andes e vêm desaguar na Amazônia brasileira. Deste modo, uma catástrofe ecológica já pode ser prevista em curto prazo, caso não se enfrente diretamente o uso de armas químicas por parte do grande irmão.

De outro lado, as FARC se defendem e não deixam de fustigar o inimigo. Apesar do megainvestimento estadunidense, no ano de 2003 houve uma média de 12 combates por dia, onde morreram mais de 5.000 militares, policiais e paramilitares, enquanto as baixas da guerrilha somaram cerca de 700 homens, entre guerrilheiros e milicianos civis apoiadores, segundo dados de organizações não-governamentais.

As FARC, além do grupo guerrilheiro armado, são compostas por mais três grupos. Uma milícia civil armada apóia os insurgentes em ações secretas de inteligência, no interior do país. Nas capitais as ações revolucionárias de guerra estão por conta do Partido Comunista Clandestino Colombiano. E nos mais diversos rincões do país existem os grupos de simpatizantes, civis desarmados e idealistas que apóiam o abastecimento alimentício, por exemplo.

Grande parte dos guerrilheiros farianos é composta de camponeses pobres cuja miséria lhes levou às fileiras rebeldes. Lá aprenderam a ler e a lutar.

Outros, com mais formação, vêem nas FARC a única chance de mudanças políticas no país. Estes preparam-se para os cargos de comando, estudando tanto a Política, como a Psicologia e a Economia. Inclusive, fator de grandes elucubrações atualmente, é o financiamento das FARC. Segundo as palavras do próprio Comandante do Secretariado Geral das FARC, Raúl Reyes:

“as FARC são um exército do povo que se nutre da economia do país, que é o petróleo, o café, as esmeraldas, o gado, o algodão, a coca e a papoula. Assim as FARC cobram um imposto àqueles capitalistas que tenham mais de um milhão de dólares, independentemente da proveniência de seus capitais. Não perguntamos ao empresário das transportadoras se seus caminhões foram comprados com dinheiro do narcotráfico. As FARC não têm cultivos, não negociam com narcóticos, não vendem favores aos narcotraficantes. As FARC subsistem da economia do país, apesar da campanha encabeçada pelos EUA que tem por fim desacreditar-nos, mostrar-nos não como uma organização revolucionária, mas como narcotraficantes, agora narcoterroristas. Mas é normal que os EUA façam isso, pois são nossos inimigos e, portanto, fazem o que devem fazer”.

E embora os EUA tenham cogitado a intervenção direta no território sul-americano, ainda não tiveram forças políticas para executá-la, graças talvez ao despreparo e barbáries deste atual governo. Contudo, o candidato Kerry já acenou com o perigo, afirmando em campanha que Bush “se preocupa demais com o Oriente Médio” e que “mal conhece a América Latina”. Que a ignorância geográfica presidencial estadunidense perdure tanto quanto a humana.

Yuri Martins Fontes é filósofo e engenheiro. Publicado na revista Reportagem , da Oficina de Informações, no mês de julho de 2004. Esta revista só é vendida por assinatura ou na sede (11-3814-9030), na Rua Fidalga, 146, São Paulo (SP). www.oficinainforma.com.br

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Quando a classe média cumpre a sua função de idiota útil

Fevereiro 4, 2008

É incrível a capacidade de capacho do imperialismo que a classe média consegue desempenhar, principalmente a do 3º mundo, quando o assunto é de interesse dos poderosos.

Não é de se estranhar que após a libertação de reféns feita pela FARC-EP e o resgaste bem sucedido destes feito pelo Governo Chaves, a mídia e o Governo Colombiano tenham iniciado uma campanha de difamação contra essa organização insurgente e os que se simpatizam por sua luta.

Os primeiros resultados estão a mostra hoje, com a manifestação neoliberal ocorrida em cidades na Colômbia e nas capitais globalizadas. Segundo a BBC, a idéia da manifestação teve origem em um site de relacionamento da internet e é organizada pela classe média. Na Colômbia, os movimentos populares denunciam que manifestação deveria ser contra todos os grupos violentos do país, incluindo os paramilitares. Porém os organizadores estão alheios a isso, pois o Satã é a FARC.

Esse evento, bem como os protestos recentes na Venezuela e na Bolívia, o movimento Cansei no Brasil, são parte de um fenômeno midiático batizado pelo jornalista Franklin Martins de “efeito pedra no lago”, que verificou um certo comportamento pré-eleitoral em nosso país desde o fim da ditadura, o qual cito o jornalista:

“Durante os últimos 25 anos, pobres e remediados marcharam juntos eleitoralmente – a classe média na frente e os pobres atrás, é claro. Foi o período do chamado “efeito pedra no lago”. Atirada a pedra, ou seja, ocorrido o fato político, produziam-se ondas concêntricas a partir dos formadores de opinião – leia-se, a classe média – que, depois de algum tempo, terminavam chegando as margens do lago, ou seja, à imensa maioria pobre da população. Prevalecia no país um comportamento político-eleitoral razoavelmente homogêneo, apesar das nuanças de ritmo e de discurso.”

Agora resta saber se o “efeito pedra no lago” irá surtir o resultado desejado na Colômbia, onde o Governo prepara uma intensa movimentação militar para acabar com as guerrilhas; o mesmo pode-se dizer em relação a popularidade do Presidente Uribe, a qual será posta a prova caso se intensifique os conflitos militares com as guerrilhas.

OBS: (i) a prática de sequestro é utilizada como forma de financiar a guerrilha ou ações militares, está prática é feita por paramilitares e guerrilheiros; (ii) na Colômbia o grupo guerrilheiro que mais usa dessa prática é o ELN, o qual se recusa a cobrar imposto de guerra dos cocaleros, coisa que a FARC e os paramilitares fazem; (iii) por sua vez os paramilitares também recebem financiamento dos laboratórios de refino, ou seja, esses são os verdadeiros narcoterroristas; (iv) com o fim do Plano Colômbia, os agrupamentos paramilitares foram os que mais se beneficiaram, pois o Governo Americano parou de apoio a repressão contra o tráfego de drogas, preferindo dar prioridade ao combate a guerrilha.

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DO CMI COLÔMBIA

Fevereiro 4, 2008

POR EL RESPETO A LA VIDA Y LA DIGNIDAD HUMANA
¡SÍ AL ACUERDO HUMANITARIO!

¡NO MARCHAMOS EL 4 DE FEBRERO!

Desde el dolor que viven miles de familias por la perdida de sus seres queridos en forma violenta, desde la indignación que produce escuchar las arengas de la extrema derecha, que asesina sindicalistas, desaparece, tortura, masacra, desplaza forzadamente y legisla para apoderarse de las tierras de los desplazados, mientras entrega el oro, el gas y el petróleo a las transnacionales; desde la vergüenza que nos causa este gobierno cuya única consigna es a “sangre y fuego” y que ha sepultado a cientos de colombianos. ¡NO MARCHAREMOS EL 4 DE FEBRERO!

La violencia y el terror en Colombia no se pueden reducir sólo a las prácticas de la guerrilla. Tampoco se pueden desconocer las causas que dieron origen al conflicto armado, ni mucho menos ocultar los genocidios, las masacres, el desplazamiento forzado, y otras violaciones a los derechos humanos perpetradas por el Estado y los poderes económicos. Pretender ocultarlo por medio de sofismas, es otra agresión contra cada uno de los habitantes de este país. La barbarie mafiosa a manos de paramilitares, parapolíticos, altos oficiales y narcotráfico, a nombre de intereses capitalistas es cada vez peor. Mientras, usurpan las arcas del país, el patrimonio público, las especies naturales, y en el TLC subastan como si fuera suyo el trabajo y la soberanía de los colombianos, aniquilando todo lo que se interponga. Por eso ¡NUNCA LE MARCHAREMOS A ESTE RÉGIMEN!

Parece que algunos sectores de la sociedad no toleran el diálogo, y en cambio apoyan frenéticamente las políticas de guerra del régimen. Con su asolapado sesgo ideológico buscan que se olvide que son los pueblos indígenas, afros y campesinos, las comunidades y los sindicatos, los que han puesto la cuota más alta de este conflicto, LA VIDA!.


Lista de terroristas
escrita por terroristas


¿Qué seriedad puede tener una “lista de organizaciones terroristas” si es hecha por terroristas? El gobierno de Bush escribe la principal lista de terroristas, al tiempo que bombardea y mata civiles en Iraq, tortura prisioneros, mantiene en condiciones infrahumanas a cientos de detenidos en Guantánamo, Afganistán y cárceles secretas, y sostiene gobiernos sanguinarios. En la lista de terroristas escrita en Washington han estado luchadores como Mandela y el Congreso Nacional Africano. En ella se encuentran las organizaciones palestinas, incluido el partido político que más apoyo tiene de los palestinos, Hamas, pero nunca se incluye a los terroristas israelíes que masacran inocentes en Palestina. Los frentes kurdos han sido incluidos o excluidos, según sean aliados o enemigos de Estados Unidos. Las listas son varias: del Departamento de Estado norteamericano, del Consejo de Seguridad de la ONU, de la Unión Europea… cada cual conforme a determinados intereses: Hezbolláh del Líbano es terrorista para el Departamento de Estado, pero no para la Unión Europea.¿Qué autoridad moral tiene el gobierno de Uribe Vélez para hablar de terrorismo cuando, durante sus mandatos, las fuerzas del Estado han realizado más de 900 ejecuciones extrajudiciales? ¿Cómo puede hablar de terrorismo cuando busca garantizar la impunidad a los paramilitares que han realizado masacres, desapariciones forzadas, descuartizamientos de personas vivas, canibalismo y numerosos desplazamientos masivos de población? ¿Qué autoridad tienen para hablar de terrorismo los que redactan o los que aprueban leyes agrarias que legalizan las escrituras fabricadas con asesinatos, fraudes y desplazamientos forzados?

La inclusión o no de un grupo suele depender de intereses mezquinos y algunos grupos armados pueden salir de la lista si pactan con las grandes potencias, por ejemplo, para atentar contra gobiernos hostiles. Así, no consideran terrorista a Posada Carriles y a quienes volaron un avión con 73 pasajeros a bordo y han hecho estallar bombas en La Habana ni tampoco a ningún grupo armado anticastrista que se entrena y refugia en la Florida. La “lista de terroristas” es pues un catálogo de enemigos armados del imperio, en la cual rara vez son incluidos los terroristas amigos del imperio y nunca, los terroristas de estado imperiales.