Posts de Janeiro, 2008

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A banda mais revolucionária que já se viu

Janeiro 29, 2008

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TELENOVELA & POLÍTICA: “Duas Caras” para um só discurso

Janeiro 23, 2008

Edição 469 de 22/1/2008
www.observatoriodaimprensa.com.br

por Gabriel Priolli

O ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, arguto pensador da mídia, já observou que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utiliza técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário.

Bucci refere-se à telenovela em geral, ou àquela que busca realismo em suas tramas, mas visa particularmente a novela das 9 da Rede Globo, ainda hoje, como há quase 40 anos, o principal produto da televisão brasileira pelo volume de audiência, faturamento comercial e importância na estrutura da programação. Se a sua tese é correta, como parece, é muito preocupante o retrato do Brasil que nos oferece o título atual em exibição no horário, Duas Caras. Delineia-se ali um perfil de regressão geral no debate democrático e de fortalecimento do “pensamento único”, ou do pensamento conservador que a máquina coordenada da mídia quer fazer passar por verdade universal.

O esfacelamento da diversidade no jornalismo é fato notório, desde que os grandes veículos deixaram de ter em seus quadros gente das mais variadas tendências ideológicas, preferindo dar espaço a uma infinidade de vozes que, com raríssimas exceções, apenas ecoam o pensamento liberal e fazem proselitismo de seu ideário, em absoluta sintonia com a perspectiva patronal. Agora percebe-se que os colunistas de política e economia, os editorialistas, os articulistas amigos e demais zeladores do pensamento único ganharam a companhia dos autores de telenovelas. Ou, ao menos de um peso-pesado entre eles, o consagrado Aguinaldo Silva, regente da orquestra de redatores de Duas Caras.

Acusação oportunista

Antigo militante do progressismo, editor do primeiro jornal voltado à defesa dos homossexuais no Brasil (Lampião da Esquina, anos 1970), Aguinaldo Silva é agora o patrono de uma verdadeira ode ao conservadorismo, entoada ao público em capítulos diários. O tratamento que vem dando a alguns conflitos seriíssimos do cotidiano carioca, foco de sua novela, está carente de equilíbrio e longe de permitir ao telespectador um julgamento isento do que lhe é oferecido. Algumas situações e personagens são construídos por uma ótica muito restrita, totalmente discutível, que não por acaso é a mesma com a qual são pautados os produtos jornalísticos da grande imprensa, em geral.

Nos últimos dias, uma parte importante da trama gira em torno de uma acusação de racismo ao reitor Francisco Macieira (José Wilker), recém-entronizado no comando de uma instituição particular de ensino, a Universidade Pessoa de Moraes. Figura de proa na esquerda revolucionária, exilou-se em Paris durante a ditadura militar e lá permaneceu depois da redemocratização do país, trabalhando como professor, até encontrar a proprietária da universidade, iniciar um romance com ela e receber o convite para voltar ao Brasil.

Macieira chega à UPM como um demiurgo da modernidade, um reformador avançado. Rapidamente entra em conflito com os professores da casa, retratados como um bando de preguiçosos corporativistas, que só querem manter privilégios, trabalhar pouco e ganhar muito. Da mesma forma, conflita com parte dos estudantes, apresentados como marionetes dos professores espertalhões, agitadores inconseqüentes, que só querem atrapalhar a vida da universidade. Um desses estudantes – um rapaz negro com o ariano nome de Rudolf Stenzel (Diogo Almeida), sugerindo ser um órfão criado por família estrangeira, portanto um privilegiado que não deveria se queixar da boa sorte que teve na vida – tenta colocar os colegas contra o reitor “porque ele foi imposto”, não foi eleito em consulta democrática.

Rudolf inscreve-se num curso de verão de Macieira, mas falta sistematicamente às aulas. No dia em que resolve aparecer na classe, o reitor ironiza a sua presença, perguntando se ele é algum zumbi, um ser errático que surge das sombras. Oportunista inescrupuloso, o rapaz distorce a acepção em que termo zumbi foi usado, enxerga nele um sentido pejorativo e acusa o reitor formalmente de racismo, dando queixa à polícia. O caso explode na mídia e Macieira está às voltas com uma grande dor de cabeça.

Destrambelhados de terceiro grau

O problema dessa história está na diferença de tratamento. Enquanto Macieira tem todas as condições para afirmar o seu discurso, justificar suas ações, delinear-se como um personagem coerente, Rudolf é pouco mais que um figurante. Personagem unidimensional – como, de resto, são os seus professores -, não se sabe ou se ouve dele nada além da sua obstinação em protestar, criar caso, arrumar problemas sem razão objetiva. No episódio em questão, a sua má-fé é clara e, obviamente, suscita toda simpatia do telespectador ao seu oponente. Mas Rudolf não é apenas o “aluno-problema”, como o site da novela no portal Globo.com o define. Ele representa um estereótipo abertamente negativo do estudante engajado, que é desqualificado como inconseqüente, intransigente e desonesto.

Esse estereótipo começou a ser construído há algumas semanas, quando Aguinaldo Silva concebeu uma invasão estudantil à UPM, em protesto contra as mensalidades cobradas aos alunos. Inspirando-se nas ocupações do ano passado na USP, Unicamp e PUC-SP, o autor e sua equipe reproduziram o mesmo discurso da grande imprensa naqueles episódios: o de que os estudantes mobilizados são radicais, não têm uma postura construtiva e são baderneiros, depredadores do patrimônio alheio.

Ainda que os casos de vandalismo tenham sido marginais nos movimentos universitários citados, foram apresentados com grande estardalhaço, como se sintetizassem a postura estudantil. Duas Caras embarcou nesse clima e providenciou o seu próprio grupo de destrambelhados de terceiro grau. Fez o estrago que desejava. Outro dia, um dirigente estudantil comentou na Unicamp que, “depois da novela, ficou impossível convencer a minha mãe que a política estudantil não é aquela baderna apresentada”. Agora, tempos depois da invasão, os estudantes politizados da novela não são mais apenas baderneiros. São também mentirosos, ardilosos, desonestos.

Legítima defesa

Se Duas Caras ataca a organização estudantil e apresenta como modelo de comportamento a obediência bovina, acrítica e despolitizada dos “bons alunos” da Universidade Pessoa de Moraes, o tratamento que dá à favela da Portelinha não é muito melhor. Todos sabem que, em qualquer grande favela brasileira, do Rio de Janeiro ou alhures, o crime (em geral, o tráfico de drogas) tem um grande poder político, derivado de sua força militar e do intenso assistencialismo que promove. Tanto os “chefes de morro” quanto seus subordinados são, inequivocamente, bandidos e dessa forma são percebidos por toda a comunidade, ainda que as eventuais bondades que distribuam sejam apreciadas e usufruídas. Com absoluta certeza, qualquer morador de favela preferia se ver livre deles, se tivesse a mínima chance de obter isso.

Na favela da Portelinha, entretanto, a ambigüidade é total. O chefão Juvenal Antena (Antonio Fagundes) não é traficante nem bandido, assim como todos os seus fiéis soldados. É apenas dirigente da associação de moradores local, que toca com mão-de-ferro e democracia zero, que não impedem o povo de considerá-lo um herói. Impossível saber como Juvenal conseguiu o milagre de, durante muitos anos, manter o crime longe de sua comunidade, sem apoio do Estado ou das milícias paramilitares que vendem segurança, e também sem usar qualquer tipo de arma.

Apenas recentemente, quando um grupo de traficantes tentou invadir a Portelinha, os moradores souberam que Juvenal estocava um verdadeiro arsenal de guerra, incluindo bazuca, de procedência ignorada. Foi o que lhes permitiu rechaçar os invasores, num combate apresentado como muito honroso, travado em legítima defesa, como se os dois lados em conflito não estivessem na ilegalidade do porte e uso de armas privativas das Forças Armadas.

De braçada

Na moral ambígua de Duas Caras, em suma, a turma do bem pode transgredir a lei sem problemas, se for para combater a turma do mal. Estudantes que dissentem da orientação da universidade são radicais perniciosos, portanto formam na turma do mal. Professores idem, eles que são vagabundos e manipuladores. E um fascistóide explícito como Juvenal Antena, ainda que contestado em suas práticas antidemocráticas pelo pupilo Evilásio Caó (Lázaro Ramos), segue firme e forte na turma do bem, com direito a namorar a maior beldade da trama, a disputada Alzira (Flávia Alessandra).

OK, tudo isso é novela e não se pode levá-la tão a sério, dirão os que discordam da tese de Eugênio Bucci. Há que se conceder descontos ao autor, para que a trama possa funcionar como folhetim e a telenovela cumpra o seu papel de impelir a indústria televisiva. Mas é a própria TV Globo que se ufana do compromisso de suas novelas com a realidade brasileira, sempre exaltado em seu discurso institucional e em sua publicidade. Se é assim, suas novelas podem e devem ser levadas a sério, e criticadas com rigor no discurso que enunciam.

Anos atrás, na mesma TV Globo, O Rei do Gado de Benedito Ruy Barbosa deu grande contribuição para uma visão menos estereotipada dos trabalhadores sem-terra e suas ações. Duas Caras, ao contrário, nada de braçada no preconceito. Dificilmente será lembrada no futuro, pelo que fez ao avanço da democracia no Brasil.

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Os franceses devem ter alguma mania ou obsessão com Rocky Balboa

Janeiro 23, 2008

O vídeo em questão é um trecho da adaptação para o cinema da HQ Persépolis, uma autobiografia desenhada por Marjane Strapi, que emocionou o mundo ao falar de sua infância durante a Revolução Islâmica ocorrida no Irã. Tanto o livro como o filme mostram o choque cultural cotidiano vivido pela autora, que oriunda de uma família moderna e politizada tem que se deparar com o surgimento de uma Republica Teocrática que prega costumes rígidos e moralistas.

A produção é francesa e a animação está impecável. O desenho ficou muito fiel ao HQ, o único problema foi adaptar uma obra que compreende 4 livros em um filme de 90 minutos. Penso que poderia ter sido dado mais 10 minutos que o filme não ficaria chato em momento algum.

Outro problema que reparei na adaptação foi o tom melodramático dado aos personagens, o qual me pareceu exagerado e sem necessidade. Além disso, boa parte das conversas políticas ocorridas no âmbito familiar e as tiradas irônicas sobre os contrastes culturais que a personagem vive também foram retiradas sem necessidade alguma.

Persépolis estreou aqui na 31º Mostra de Cinema de SP (outubro de 2007), deve entrar em cartaz nos cinemas a partir de 15 de fevereiro. O livro foi lançado pela Editora Companhia das Letras já faz um tempo, a qual publicou em um livro com os 4 volumes originais. O preço está barato, 40,00 reais por um livro de 352 páginas. Não perca o seu tempo, vá atrás do HQ e do filme.

Porém, ainda não entendi essa cena do filme. Na HQ não existe nenhuma sequência parecida com essa, tem apenas uma citação à música Eye of the Tiger em um único quadro e totalmente fora do contexto que é mostrado no vídeo em questão. Ou seja, é possível que os franceses realmente tenham uma mania ou obsessão com Rocky Balboa. Pesquisarei sobre essa hipótese e futuramente discorrerei sobre esse assunto neste blog.

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Dorsal Atlântica no Youtube

Janeiro 19, 2008

Postaram uns vídeos da Dorsal no Youtube, aproveitam enquanto ainda é tempo. Pra quem não conhece essa lenda do rock, sugiro que leia essa entrevista (isso se tiver estômago).

Monsters Of Rock – 1998 (esse foi um fato inédito no Rock, o Dorsal só tocou no festival por causa de um abaixo assinado ou seja, foi uma das poucas bandas Brasileiras a não pagar jabá pra tocar)


Dorsal Atlântica – Thy Kingdom Come


Dorsal Atlântica – Tortura

Dorsal Atlântica – Guerrilha

No Fúria Metal (o som está uma merda, tinha que ser a emetevê)


Dorsal Atlântica – Straight + Sings Of The Times

Clips


Dorsal Atlântica – Loyal Legion of Admires


Dorsal Atlântica – Take Time


Dorsal Atlântica – Thy Kingdom Come

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Política de Cotas nas Universidades Públicas

Janeiro 19, 2008

Acabo de ler no portal G1 que uma estudante de direito, da Faculdades Curitiba, conseguiu uma decisão contra a política de cotas implementadas na UFPR. Não sei qual o intuito da reportagem, mas o tom é de vitória e a estudante Elis Wendpap Ceccatto foi posta como uma injustiçada, como se fosse algum peso para ela ter que pagar para estudar em uma universidade particular, no caso dela a que tem o curso de direito com a orientação mais conservadora na cidade. Também dúvido que ela ou a sua família alguma vez devam ter se importado em pagar o ensino médio e fundamental em uma escola particular.

Engraçado é que as ações contra as políticas de cotas na UFPR são ajuizadas por estudantes que prestaram vestibular para os cursos mais tradicionais e elitistas como medicina, engenharia e direito. Nesses cursos são poucas as pessoas oriundas do ensino público e geralmente essas são egressos dos CEFETs, dos colégios militares ou outras instituições públicas de ensino com um nível acima da média, fora do perfil de estudante de escola pública: pobre ou de classe média baixa.

Segundo a própria reportagem, a tia da estudante é advogada e está patrocinando a ação junto com mais outros 4 advogados. O argumento utilizado é que as cotas foram implementadas sem uma norma federal e que a resolução do COUN é infralegal e não tem validade. O pior não é a reportagem, mas sim a decisão da Juíza substituta. Cito ela:

Sustentou que não há lei prevendo reserva de cotas para afro-descendentes ou egressos de escolas públicas. Afirmou que a Resolução no 37/04 do COUN e o Edital no 01/2004-NC contrariam o artigo 207 da Constituição Federal. Sustentou não existir transparência na divulgação de listagem de resultados, o que impede verificar se o estudante foi prejudicado pelo sistema de cotas. Sustentou que em concursos públicos são regidos pelos princípios da igualdade, da impessoalidade e da moralidade. Argumentou que apenas a nota é o critério que pode ser utilizado como diferenciador. Sustentou que o ato de reserva de vagas não pode ser aplicado no Brasil, país de mestiçagem biológica e cultural. Asseverou que a UFPR não apresentou relatório descrevendo o fundamento da reserva de vagas.

Esse é o típico argumento reacionário que defende não existir preconceito ou discriminação racial no Brasil, que todos somos um pouco brancos, negros, índios ou europeus. Somos tudo e não somos nada ao mesmo tempo, ou melhor, somos todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros. Seria mais honesto se a juíza afirmasse que para ela o curso de direito das federias deve ser frequentado por nobres e não pela ralé.

O sobrenome da estudante é familiar, é o mesmo do Juiz da 10º Vara da Justiça Federal do Paraná, o mesmo tribunal que deu a decisão. Na ocasião que conheci o magistrado esse me pareceu um progressista. Digo isso, pois negou o pedido de reintegração de posse feito pela Reitoria frente aos estudantes que tinham ocupado o prédio em dezembro de 2005. Acabou por marcar uma audiência entre as partes, fazendo um esforço pelo consenso. Depois cedeu a sua sala na Justiça para que novamente os estudantes e a Reitoria da UFPR se entendessem. Não sei se existe grau de parentesco entre a estudante ou o Juiz, mas se existir isso mostra o quão restrito é o acesso do curso de direito da UFPR, uma vez que ele também é egresso do curso de direito da UFPR.

Não sou muito apreciador das políticas de cotas por questões estruturais, pois essa medida conjuntural e isolada não resolve o problema da educação. Não adianta aumentar a oferta de vagas, é preciso combater o ensino privado que deprecia a escola pública e mercantiliza a educação. Também é preciso combater a mentalidade elitista que permeia as políticas para a escola pública. Penso que a sugestão do Senador Cristovam Buarque em obrigar que os filhos de políticos estudem em escola pública possa ser uma medida muito útil para resolver a crise da educaçao que assola o país a tanto tempo.

O site Conjur disponibilizou a integra da decisão neste link.

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Dá um pau no Rocky Balboa

Janeiro 18, 2008

Rocky Balboa Francês

 

O cara é um Joselito sem dúvida. Ao som de Eye of the Tiger, (de novo!) ele segue pela França treinando firme para sua próxima luta do século. Te cuidem Apolo Doutrinador e Ivan Drago! O bicho vai pegar! O cooper dentro do Mc Donalds e o treinamento no açougue do supermercado são antológicos!

 

Retirado de http://www2.rockbrigade.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3177&Itemid=116

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PARÁ: a hipocrisia do Fórum Social Mundial e a repressão ao movimento camponês na gerência PT

Janeiro 10, 2008

Os últimos meses tem sido truculentos para a luta agrária travada no Estado do Pará; o Governo do PT que administra esse estado tem se empenhado para por fim a todos os movimentos populares dos quais não possui influência. As medidas são duas: (i) coação política e (ii) cooptação.

Coação Política: ações violentas patrocinadas pelo Estado e pelos latifundiários

Reproduzimos o relatório divulgado pelo NAP – Núcleo dos Advogados do Povo sobre as atrocidades cometidas contra os camponeses do Pará.

O relatório traz detalhes ainda não divulgados sobre as atrocidades cometidas pela polícia à mando do latifúndio e os abusos sofridos pelos camponeses no Pará.

Clique aqui para ler o relatório na íntegra

Silêncio que atordoa

O NAP Brasil acusa o governo de silenciar diante da situação, mesmo tendo o Ouvidor Agrário Nacional, Gercino José da Silva Filho, visitado a região e constatado a situação, junto com representantes do Incra e da Defensoria Pública. Eles ouviram militantes sindicais e trabalhadores. “O Ouvidor silencia; o Incra-SR-27 (Marabá) silencia; as autoridades de Direitos Humanos do Governo Federal silenciam; o Presidente da República também – todos em cumplicidade com a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, do PT”, lamentam os advogados.

Cooptação: utilização política do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento; oferta de cargos e programas assistencialistas aos “movimentos” que dão suporte ao Governo Estadual; FSM.

Das práticas citadas, a menos eficiente é o FSM, devido ao seu caráter temporários, ongueiro e débil. O FSM sempre foi um espaço para de projeção da ala ongueira do PT, diga-se de passagem a Democracia Socialista. O FSM nunca teve relevância real para as lutas, até mesmo os grupos políticos críticos ao FSM que participavam do mesmo para fazer disputa do espaço acabaram desistindo do Fórum, que atualmente parece mais um Feira de ONGs e Governos.

Mas não se esqueça, dia 26 de janeiro de 2008 é a abertura do WSF2008 e um outro mundo é possível…