Posts de Novembro, 2007

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O trocadilho fez de uma tal mandeira, que quanto menos as pessoas tem mais eles menosprezam

Novembro 25, 2007

Trecho de Estamira.

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Roteiristas e a greve mais criativa que você já viu

Novembro 23, 2007

retirado de Uptdate or die

Os roteiristas americanos seguem com sua greve de roteiros, para desespero de David Letterman. Placas de protesto, megafones e bloqueio de ruas? tá brincando? Os caras são os melhores roteiristas do mundo. Estão fazendo uns roteiros de filmes para internet, chamando alguns artistas para dar apoio a causa. Sean Penn, Tim Robbins, Susan Sarandon, Martin Sheen, conhecidos pelo ativismo politico, estao no grupo, assim como integrantes do elenco de ‘Desperate Housewives’ e ‘Ugly Betty’, Woody Allen, Jane Fonda, Charlize Theron, Ethan Hawke e Philip Seymour Hoffman. A campanha já tem nome: Speechless.

Para assistir os outros filmes, clique aqui

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Xuxa Light – o Exterminador do Passado

Novembro 15, 2007

Edgar Moura revela como fez a luz do filme “Xuxa Gêmeas” e acabou os defeitos da Rainha. Este artigo foi retirado de: http://abcine.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=55&Itemid=111


Já que vão falar, já que vão perguntar, e antes que algum aventureiro lance mão, eis o…“Xuxa Light – o Exterminador do Passado”

Image A tal luz que acaba com: rugas, pés de galinha, espinhas e outros relevos desagradáveis, trazidos pela passagem do tempo.

Não é nenhuma invenção nossa (as especificações são minhas, o desenho e a execução são do Aridauto, para o filme “Xuxa Gêmeas”).

A primeira vez que ouvi falar desta luz foi pelo Bruno Barreto que, misteriosamente falava de um “Cone of Youth” (que descrevi no “50 Anos Luz“).

ImageDepois o Gustavo Hadba trabalhou com um americano que amarrava umas lâmpadas Kino num isopor, abria um buraco no meio do isopor, para enfiar a lente da câmera e, segundo ele (o americano): “nunca ganhei tanto dinheiro embora antes tenha me dedicado a fazer sombras e contrastes” (esta luz não tem nenhuma – nem sombra nem contraste – acrescento eu).

Nos outros Xuxas eu já tinha tentado isto, Kinos amarradas em isopor. Eram poucas, seis, agora são umas seis de 1.20m e mais umas seis de 60cm em volta do buraco da câmera. O truque é a difusão ser forte para não aparecer, por reflexão, nos olhos da atriz. Como se pode ver nas fotos.

ImageA mesma luz onipresente já podia ser vista iluminando o Michael Jackson, no documentário que acabou com ele (Michael Jackson). Era luz por todo lado… da câmera (inclusive por baixo, que é o truque).

O Zeca Guimarães, still deste nosso filme, chamou uma colega fotógrafa do Globo para ver “o ‘ring light‘ que eles fizeram”. Pois é, é isso mesmo, é o velho “ring light” misturado com um “haze light“, com um furo no meio. Como sempre, as novas luzes vêm da fotografia still (onde se pode experimentar mais) e sobretudo, como qualquer fotógrafo sabe: “nada se cria, tudo se transforma”.

Edgar Moura, ABC

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Os 10 mandamentos para novos usuários de Linux

Novembro 13, 2007

1. Não logarás como root.

2. Usarás o gerenciador de pacotes sempre que possível.

3. Serás parte de uma comunidade.

4. Lerás a documentação e manuais.

5. Usarás o sistema de suporte.

6. Buscarás.

7. Explorarás.

8. Usarás a linha de comando.

9. Não tentarás recriar o Windows.

10. Não se darás por vencido.

1. Não logarás como root.
Use “sudo” o “su -” para as tarefas de administração do sistema.
2. Usarás o gerenciador de pacotes sempre que possível.
Às vezes, a instalação a partir do fonte não pode ser evitada, mas quando puder, use o gerenciador de pacotes da sua distro para instalar softwares, também poderás usá-lo para atualizá-lo e removê-lo. Este é um dos pontos fortes do Linux.
3. Serás parte de uma comunidade.
Dê livremente o que recebeu gratuitamente. Ofereça ajuda e conselhos em tudo o que puder.
4. Lerás a documentação e manuais.
Sempre leia a documentação. As pessoas que escrevem softwares tentam antecipar as suas dúvidas, respondendo-as antes que pergunte.
5. Usarás o sistema de suporte.
Mudar para o Linux pode ser difícil. Pode ser frustrante, mas há pessoas que podem e querem te ajudar. Deixe-os fazer o seu trabalho.
6. Buscarás.
Na maioria de dos casos, suas perguntas e dúvidas já foram respondidas. Tente buscar as respostas antes de perguntar à alguém.
7. Explorarás.
O Linux lhe abre um novo mundo de opções e possibilidades. Tente tudo o que puder.
8. Usarás a linha de comando.
Especialmente para configurações. Use a interface gráfica para que o seu sistema funcione perfeitamente, mas tente conhecer a opção também na linha de comando. Em alguns casos, a linha de comando é a única forma de usar algumas das tantas características avançadas do Linux.
9. Não tentarás recriar o Windows.
O Linux não tenta ser clone do Windows. É diferente. Aceite e aprecie as diferenças.
10. Não se darás por vencido.
Tente com diferentes distribuições até encontrar a que mais goste. Instale outras versões de vez em quando. Tente com diferentes programas que sirvam para um mesmo propósito antes de fazer sua escolha (amarok, xmms, beep, exaile para música; azureus, ktorrent, deluge para bittorrent). Se não gosta dos programas “de fábrica”, lembre-se que você quase sempre pode mudar para um mais adequado.

Lido aqui

Retirado de [tecno-logic]

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Banda de ex-guerrilheiros mostra o que é ser rebelde de verdade

Novembro 5, 2007

Grupo Tinariwen, do Mali, é formado por ex-combatentes de guerras na África. Hoje em dia o grupo faz sucesso em turnês e parcerias com lendas do rock.

Todd Pitman Da AP entre em contato

AP

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A banda de Mali Tinariwen faz show em Dacar, no Senegal (Foto: AP)

No mundo do rock ‘n roll, é sempre descolado ser um rebelde. Mas uma banda de ex-guerrilheiros que hoje empunham guitarras não está fingindo.

Formada no exílio na Argélia, treinada em campos militares da Líbia e testada no campo de batalha, o grupo malinês Tinariwen tem cantado as agruras dos aguerridos nômades de Mali há décadas, com uma elétrica coleção de um hipnótico blues poético com raízes na cultura tuaregue.

Antes distribuídos de mão em mão em fitas cassetes banidas pelo governo – o empresário inglês Andy Morgan chamou-os de ” rebento explosivo do gueto” – sua música galvanizou uma geração abandonada e amalgamou uma cultura esparsa que não tinha jornais, rádio ou estações de TV em sua língua nativa, o tamashek.

Hoje em dia, os músicos de turbante saídos direto do Sahara estão fazendo turnês por lugares como Nova York, Paris e Tóquio para promover seu último CD “Aman Iman: Água é vida” – doze músicas no estilo solos de guitarra/pedal wah-wah dos anos 1960, comandando batidas de tambor africanas e palmas em ritmos arábicos entremeadas com letras que navegam no rio épico da vida dos tuaregues atuais.

Muitas das canções foram escritas anos atrás, antes da eclosão de rebeliões que assolam o Mali e a Nigéria, rica em urânio, neste ano e no ano passado. Mas como disse o cantor e guitarrista Abdallah Ag Alhousseyni numa entrevista recente em Dacar, no Senegal, a música permanece a mesma.

“Os problemas dos tuaregues de Mali e na Nigéria nunca foram resolvidos” disse Alhousseyni enquanto vários membros da banda estavam deitados em um colchão no chão do seu hotel modesto, aquecendo chá chinês em um pequeno fogareiro de carvão.

“Os jovens tuaregues estão armados nas montanhas”, disse Alhousseyni .”Eles querem paz, mas não apenas isto. Para descer, eles querem ver desenvolvimento”.

Surgimento

Tinariwen – que quer dizer “deserto” ou lugares vazios” – começou em 1979 em Tamanrasset, no sul da Argélia, onde os futuros membros da banda tinham uma vida precária quando do surgimento da rebelião de Mali de 1963 e das duras secas que se seguiram uma década depois.

Entre eles estava Ibrahim Ag Alhabib, o líder e cantor/guitarrista da banda, alto, carismático e de cabeleira armada, co-fundador da banda. As forças de Mali mataram o pai de Alhabib e sacrificaram seus camelos e seu gado quando ele tinha 4 anos, levando-o a uma vida errante que incluiu passagem pela cadeia e perambulações ente as massas de jovens exilados e desempregados que sonhavam com a volta à sua terra.

Segundo o relato de Morgan, Alhabib aprendeu a tocar em guitarras que “ele mesmo fazia usando de galões de metal, um bastão, e cordas de aros de bicicleta.”

Foi uma escola de adversidades que poucos músicos ocidentais podem imaginar.
Levados para os campos de treinamento do líder líbio Moammar Gadhafi nos anos 1980, os roqueiros ensaiavam entre os exercícios militares. Eventualmente, seis deles foram lutar na rebelião de Mali, que durou de 1990 até 1996. Quatro ex-combatentes permanecem na sólida banda de doze homens.

Guitarra e Kalashnikov

Uma história sempre contada fala do antigo guitarrista da banda Kheddou Ag Ossad indo para a guerra com uma guitarra Fender Stratocaster em um ombro e um rifle Kalashnikov no outro. Ele foi baleado 17 vezes e sobreviveu, assim diz a lenda.

Verdadeiras ou não, estas histórias alavancaram o status mítico da Tinariwen. O grupo, contudo, abdica do passado e diz não endossar a violência.

“A noção de que você pode atingir seus objetivos pelas armas é defasada. Não vale a pena”, disse Hassan Ag Touhami, um cantor/guitarrista/percussionista bigodudo. A rebelião da sua própria geração “nunca foi uma boa idéia”, ele disse, “mas as vezes existem obrigações”.

O público da Tinariwen começou a ficar globalizado quando eles tocaram no Festival do Deserto de Mali de 2001, uma série de concertos no estilo de Woodstock que reúne nômades de turbante azul montados em camelos e estrangeiros sob as estrelas do deserto.

“O primeiro álbum, “Sessões da Rádio Tisdas”, foi lançado no mesmo ano e foi seguido pelo sucesso de world music “Amassakoul”, que significa “viajante”. Desde então, Tinariwen tem tocado com lendas do rock como Santana e Robert Plant do Led Zeppelin, cujo guitarrista, Justin Adams, produziu também “Aman Iman”.

As faixas dos seu último trabalho mostram a característica agressiva das seis guitarras do grupo, deixando a retaguarda soltar vocais poéticos falando de exílio, amor, guerra e do deserto.

Muitas músicas começam com prelúdios em solos de guitarra lentos e estendidos, que se fundem a batidas tradicionais e hipnóticas, evocando influências berberes e marroquinas. Cantos masculinos envolventes são acrescidos de um par de doces vozes femininas, que lançam as vezes sons agudos e lamentosos produzidos com a língua.

Em “Mano Dayak”, Alhousseyni canta a intrusão sutil do século 21 no deserto sem sombras, mostrando sua perplexidade ao ver um tuaregue falando em um telefone de satélite “amarrado em uma árvore”.

O que alimentou a rebelião dos Tuaregs é o mesmo que falta ainda na suas terras hoje, disse Alhousseyni: uma civilização moderna básica. “Nada de desenvolvimento, de escolas, de água, de professores”, disse ele. “É um mundo perdido”.